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PUC Rio apresenta exposição “Sairé - Celebração, louvor e disputa dos Botos”

Fotografias de Alexandre Baena mostram a grandiosidade da festividade do Sairé é um patrimônio cultural imaterial brasileiro.

13/05/2026 às 06h04 Atualizada em 13/05/2026 às 21h33
Por: Redação
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A beleza dos itens do festival dos botos é mostrada nas fotografias de Alexandre Baena - foto: Divulgação
A beleza dos itens do festival dos botos é mostrada nas fotografias de Alexandre Baena - foto: Divulgação
O fortalecimento dos laços culturais brasileiros, da arte, da religiosidade, da tradição ancestral, é um chamado para uma das mais belas exposições sobre a festividade do Sairé realizada todos os anos na Vila de Alter do Chão, em Santarém, no Pará. Com assinatura e curadoria do fotógrafo, cineasta e documentarista Alexandre Baena, a mostra ‘Sairé - Celebração, louvor e disputa dos Botos,’ será aberta na PUC Rio nesta quinta-feira (15).
 
A exposição é uma narrativa amazônica extraordinária, detalhando os elementos centrais do louvor a Santíssima Trindade e em paralelo o lado profano, tão expressivos em suas telas, com a lenda encantada dos botos Cor de Rosa e Tucuxi.
 
O lançamento da mostra acontece às 16h. A Pontifícia Universidade Católica PUC Rio é uma das maiores universidades do Brasil e do mundo, de excelência acadêmica, destacando-se nas áreas de sustentabilidade e cultura. A exposição que já percorreu ano passado, as cinco regiões do Brasil, volta agora em 2026, ao circuito nacional, após São Paulo, desembarca no Rio de Janeiro, levando o encantamento do Sairé.
 
No Museu de Arte Sacra de São Paulo, a cerimônia de abertura foi marcada pela apresentação do sagrado rito religioso, representado por uma comitiva da Corte do Sairé, mesclando a fé católica e as tradições indígenas Boraris, com cânticos e orações em reverência à Santíssima Trindade através do símbolo do Sairé.
 
O evento contou ainda, com uma apresentação das agremiações botos Tucuxi e Cor de Rosa, que levaram duas de suas rainhas e os Botos Tucuxi e Cor de Rosa, em sua versão animal, carregada de enredos que mostram a identidade, a emoção e as homenagens, às raízes da exuberante Vila de Alter do Chão. Um momento especial de celebração, em conjunto, com a Festa do Divino de Mogi das Cruzes de São Paulo.
 
Valorizando as tradições
São destaques na proposta da exposição de Alexandre Baena, a preservação e a valorização das tradições que fazem parte da identidade que caracteriza o Sairé, uma manifestação religiosa que louva o Divino Espírito Santo incorporado por elementos da natureza e a tradição paraense, todo o encantamento de uma tradição com mais de 300 anos. Fazem parte da celebração, durante o festejo, um grupo seleto que é responsável por um momento de conexão com o rito religioso, que transcende o que os olhos podem ver.
Procissão dos mastros do Sairé - foto: Alexandre Baena
Caption
 
O Rito Religioso tem a presença forte dos povos tradicionais, de ribeirinhos, quilombolas, indígena Boraris, todos com traços bem expressivos que vai da colocação dos mastros, as rezas e seus cantos de louvores, e na disputa dos botos os elementos sobrenaturais, as indumentária, as cores vibrantes e a presença dos povos tradicionais é evidente em cada cena apresentada em cada uma das telas do artista.
 
O momento profano da festividade é a disputa entre o boto Tucuxi e o boto Cor de Rosa, uma celebração importante para a população, que valoriza a história e a cultura, mostrando a riqueza da tradição da Amazônia Paraense.
 
Muito além das imagens, a mostra é uma conexão cultural, um diálogo que mostra aos visitantes de todas as idades, estudantes, turistas, profissionais de diversas áreas, não apenas a beleza da festividade, mas a preservação das raízes de uma das mais belas manifestações seculares do Pará e do Brasil.
 
Alexandre Baena ressalta que a mensagem dos povos originários é bem perceptível.
 
“A necessidade da preservação da casa que habitamos e da coexistência entre a biodiversidade, tudo deve ter equilíbrio e os povos ancestrais buscam a salvaguarda desse equilíbrio, na narrativa apresentada na exposição, nós fazemos uma reflexão na história do boto, animal que é protegido pelos Encantados, e que é trazido à vida, e aqui com um olhar não literal ao que é apresentado, você tem, claramente, essa forte mensagem de preservação do meio ambiente, do ecossistema e da vida ancestral”.
Curandeiro é um dos destaques do festival dos botos do Sairé - foto: Alexandre Baena
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Em 2025, a exposição iniciou sua itinerância por Brasília-DF, no Senado Federal, espaço cultural Senador Ivandro Cunha Lima, seguindo uma intensa programação nas cidades do Paraná-Curitiba (Universidade Federal do Paraná), Minas Gerais - Belo Horizonte, Bahia - Salvador, retornando a Brasília como parte da programação do 4º Fórum internacional sobre a Amazônia (FIA) da Universidade de Brasília), Amazonas - Manaus, Belém do Pará, e Santarém no Pará (Centro Cultural João Fona e Casa Santarém em Alter do Chão), durante a festividade do Sairé 2025.
 
Este ano, a exposição retorna ao eixo nacional em dois grandes momentos: São Paulo e Rio de Janeiro e retornando a Belém. A exposição ‘Sairé - Celebração, louvor e disputa dos Botos’, tem o patrocínio da Prefeitura de Santarém, mandato do Deputado Federal Henderson Pinto, Governo do Estado do Pará, através do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura, Secretaria de Estado de Turismo, apoio do mandato do Senador Jader Barbalho, com realização MAB Comunicação.
 
Serviço:
  • Exposição: ‘Sairé - Celebração, louvor e disputa dos Botos’
  • Artista: Alexandre Baena
  • Técnica: fotografias
  • Abertura:15 de maio de 2026
  • Local: Pontifícia Universidade Católica PUC Rio - R. Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ
  • Hora: 16h
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