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Operação combate furto de energia em serrarias na BR-163, no Pará

Ação conjunta em Castelo de Sonhos, Novo Progresso e Trairão identificou ligações diretas, colocando em risco a estabilidade do sistema e a vida da população.

15/05/2026 às 10h10 Atualizada em 18/05/2026 às 10h44
Por: Redação Fonte: Equatorial Pará
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Operação da Polícia Civil contra o furto de energia em serrarias no Pará - foto: Divulgação
Operação da Polícia Civil contra o furto de energia em serrarias no Pará - foto: Divulgação

Uma operação de combate ao furto de energia elétrica na BR-163 foi realizada na quinta-feira (14) pela  Polícia Civil e Centro de Perícias Científicas com apoio da Equatorial Pará, em estabelecimentos do setor madeireiro no Distrito de Castelo de Sonhos (Altamira), Novo Progresso e Trairão.  

Em Castelo de Sonhos, as equipes identificaram uma ligação direta na rede da distribuidora de energia elétrica. De acordo com os peritos, o estabelecimento operava com um transformador de 112,5 kVA conectado diretamente aos circuitos internos, sem qualquer medição de consumo. Um funcionário foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Operação da Polícia Civil combate furto de energia no Pará - foto: Divulgação
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Em Novo Progresso, a fiscalização encontrou uma irregularidade de proporções ainda maiores em uma indústria de Beneficiamento de madeira. No local foi constatada uma ligação direta na rede de Média Tensão (MT Trifásica), alimentando um transformador de 150 kVA. Devido à gravidade, foi realizada a remoção completa do transformador, e estima-se que o débito pendente da unidade ultrapasse os R$ 89 mil.

A operação também registrou ações no município de Trairão, resultando em uma prisão em flagrante. A Polícia Civil ressalta que o furto de energia é crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com penas que podem chegar a quatro anos de reclusão, além da obrigatoriedade de ressarcimento dos valores não faturados.

A prática de intervenção indevida na rede elétrica, popularmente conhecida como "gato", traz consequências que vão além do prejuízo econômico, pondo em risco a vida da população, uma vez que a prática ilícita é realizada sem os devidos padrões técnicos de segurança.  

Outro fator de risco, segundo a distribuidora de energia elétrica é a instabilidade no sistema que sobrecarrega a rede, podendo causar quedas de energia e oscilações de tensão.

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