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“Achei que estava transportando roupas e sapatos”, diz cuidadora sobre droga encontrada em mochila 

A mulher foi presa, mas o flagrante não foi convertido em preventiva. As investigações seguem e ela responderá em liberdade.

20/05/2026 às 18h28 Atualizada em 20/05/2026 às 21h34
Por: Sílvia Vieira
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Porções de drogas que estavam em mochila junto com a bagagem de Tamile Sousa - foto: Polícia Militar
Porções de drogas que estavam em mochila junto com a bagagem de Tamile Sousa - foto: Polícia Militar

Em liberdade após ter passado por audiência de custódia, Tamile Sousa Teles, 24 anos, que havia sido presa por suspeita de tráfico de drogas na madrugada de domingo (17) por uma equipe da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar de Rurópolis, no sudoeste do Pará, disse em seu depoimento que acreditava estar transportando apenas roupas e sapatos na mochila em que os agentes encontraram duas porções de entorpecentes.

Tamile que trabalhava como cuidadora de crianças especiais em uma escola do município de Placas, havia embarcado em Santarém em um ônibus de linha intermunicipal e retornava para casa com a filha de 6 anos de idade.

Segundo Tamile, ela tinha vindo a Santarém para levar a filha para uma consulta com neurocirurgião por causa de um cisto no cérebro.

Ainda segundo Tamile, uma mulher identificada pelo prenome Pâmela, para quem ela trabalhou como cuidadora de uma criança em Placas, e que agora reside em Santarém, pediu a ela que levasse uma mochila com roupas e sapatos para o marido (Rogério) que estaria em Placas e ela aceitou, mas garante que não sabia que na mochila também havia droga.

Na audiência de custódia o flagrante foi homologado, mas não foi convertido em prisão preventiva. A defesa de Tamile conseguiu que a Justiça determinasse medidas cautelares diversas da prisão. A cuidadora que alega inocência, vai responder em liberdade.

O delegado de Polícia Civil de Rurópolis, Ariosnaldo Vital Filho informou ao portal Janela Amazônica que as investigações continuam. "Já solicitamos a perícia do material apreendido e vamos pedir a quebra do sigilo telefônico para checar as informações repassadas pela suspeita. Ela pode estar falando a verdade, que não sabia o que estava transportando. Tudo será investigado", disse o delegado.

Por causa da prisão, Tamile foi demitida pela Prereitura de Placas, mas há uma mobilização na cidade em apoio à cuidadora para que ela seja reconduzida ao serviço público.

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