
As moradias que margeiam os rios amazônicos e guardam histórias, afetos e modos de vida tradicionais ganham destaque na exposição Casa de Várzea, da fotógrafa Bárbara Vale, que estará em exposição a partir das 19h do dia 5 de junho, no porão do Centro Cultural João Fona.
Com visitação gratuita até o final do mês, a mostra apresenta 16 fotografias que registram a autenticidade e a riqueza cultural das habitações ribeirinhas, além de contar com apresentação musical do artista Rawi na noite de abertura.
A exposição reúne 16 fotografias que retratam os modos de viver das populações ribeirinhas amazônicas a partir de suas moradias. Os registros evidenciam elementos do cotidiano, dos saberes tradicionais e das relações construídas nesses espaços, revelando casas que guardam histórias, afetos e memórias de quem vive às margens dos rios.
“A ideia da exposição foi compartilhar um pouco da minha percepção sobre esse tipo de moradia tão presente na Amazônia e valorizar a forma como essas famílias constroem e habitam seus espaços. Espero que, principalmente quem vive nessas casas, se reconheça e sinta orgulho da sua história e do seu modo de vida”, destacou Bárbara Vale.
O projeto é resultado de uma pesquisa visual iniciada em 2021, durante viagens da fotógrafa por comunidades amazônicas. Contemplada pela Lei Aldir Blanc, a iniciativa transformou experiências e observações de campo em um acervo que celebra as formas de habitar a região.
"Eu acho que a exposição é muito importante porque retrata os modos de vida de muitas famílias e ensina mais sobre a Amazônia. É um belo exemplo de como as pessoas se relacionam com o rio”, comentou Mariana Vieira, jornalista.
Montada pela primeira vez em Alter do Chão, durante o Festival Amazônia Queer, em dezembro de 2025, a exposição percorreu ainda os municípios de Itaituba (janeiro) e Belém (março), ampliando o alcance das histórias retratadas nas fotografias. Agora, a mostra chega ao Centro Cultural João Fona para uma nova temporada de visitação, convidando o público a conhecer diferentes expressões do cotidiano ribeirinho e das formas tradicionais de habitar a Amazônia.
As imagens reunidas na exposição evidenciam a conexão entre as comunidades ribeirinhas e o ambiente amazônico. Ao direcionar seu olhar para as casas de várzea e para os elementos presentes nesses espaços, Bárbara Vale registra memórias, saberes e experiências transmitidas entre gerações, ressaltando o valor cultural e identitário dessas moradias.
“Casa de Várzea é uma exposição profunda e sensível que nos mostra as possibilidades de pensar e estar no mundo. As casas de várzea nos mostram que é possível pertencer e morar num mundo em que o horizonte não aniquila, mas se relaciona”, destacou Keké Bandeira, curadora da exposição.
A mostra permanece em cartaz até o final de junho no porão do Centro Cultural João Fona. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, com visitação gratuita aberta ao público.
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