São Paulo recebe exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu’ de Alexandre Baena
Mostra será aberta na segunda-feira (5) na Biblioteca Mário de Andrade.
03/05/2026 às 07h00Atualizada em 07/05/2026 às 11h54
Por: Redação
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Exposição Jogos Indígenas do Xingu fica em cartaz na BMA até 5 de junho de 2026 - foto: Alexandre Baena
A Biblioteca Mário de Andrade (BMA), em São Paulo, recebe a partir do dia 5 de maio, a exposição itinerante "Jogos Indígenas do Xingu - rituais pela vida ancestral", com telas de Alexandre Baena, fotógrafo, cineasta e documentarista paraense. A abertura será às 19h, no espaço Tula Pilar Ferreira.
O artista que também assina a curadoria, destaca o universo peculiar e ancestral dos povos indígenas do Xingu, através dos jogos esportivos, apresentações culturais e dos rituais de uma linhagem milenar.
Segundo Alexandre Baena, a exposição permite ao público um momento de conexão com a beleza e a força dos Jogos Indígenas do Xingu, realizados na cidade de Altamira, sudoeste do Estado do Pará.
A escolha do nome ‘Jogos Indígenas do Xingu - rituais pela vida ancestral’, é um projeto inédito que vai além das fronteiras paraense, divulgando e levando as imagens de um evento que cria um elo entre cultura, esporte e turismo.
“O projeto foi idealizado em parceria com o Senador Jader Barbalho, um grande incentivador da cultura, do turismo, da economia criativa, de projetos estruturais elevando a riqueza paraense como Patrimônio Cultural do Brasil. É uma grande honra receber essa missão em levar para as cinco regiões do país a grandiosidade dos Jogos Indígenas do Xingu, através de minhas telas”, contou o fotógrafo.
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A Região do Médio Xingu no Pará, que tem como centro a cidade de Altamira, território este de latente força ancestral que reuniu durante quatro dias na arena da orla do cais, de 17 a 20 de julho de 2025, às margens do rio Xingu as etnias: Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna, e como povos convidados os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin (do Rio Cateté) e Kayapó Mebêngôkre (da Terra Indígena Kayapó).
Os jogos contam com uma potente ritualística ancestral para celebrar a vida dos povos indígenas do Brasil reunindo sua arte, sua música, seus esportes, seus saberes e fazeres, tradições seculares. As modalidades esportivas destacam a força física, as habilidade individuais e coletivas pautadas pela cultura ancestral.
Os representantes de cada etnia participaram de provas de arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo e corrida livre de 100 metros, nas categorias masculino e feminino, além da canoagem, futebol e natação.
Para o artista, registrar os jogos através de suas lentes foi uma jornada notável de conexão com as apresentações culturais e com as disputas carregadas de energia e, principalmente, com a identidade da raiz do povo brasileiro. A maioria das atividades aconteceram à noite.
"O trabalho técnico para realçar a luminosidade que destaca minhas telas, foi um desafio interessante, o contraste entre a baixa velocidade de captura da imagem e a energia que ditava uma dinâmica frenética na frente de minhas lentes, produzindo verdadeiras pinturas, que são documentos impressionantes do que foi vivido na arena montada em Altamira, às margens do Xingu, e que contou com a participação de mais de 900 atletas de 14 etnias”, relatou.
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A exposição fotográfica tem o objetivo de reforçar a identidade dos povos que participam, salvaguardando a tradição apresentada, divulgando o evento esportivo e fazendo o referenciamento geográfico para o turismo na região.
“Os jogos indígenas do Xingu são uma parte importante da cultura do Estado do Pará e são realizados durante festivais e celebrações tradicionais, promovendo a integração social, a cooperação e a competitividade saudável entre as comunidades indígenas, exercendo um papel fundamental para as crianças, jovens, adultos e idosos, independente do gênero”, frisou Baena.
Itinerância
Os projetos de itinerância que destacam a cultura paraense do fotógrafo Alexandre Baena, em 2026, completam 41 exposições ao redor do Brasil.
“Já levamos a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, pelas cinco regiões brasileiras, a exposição Juruti - Terra Munduruku e Muirapinima, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da COP30, com as agremiações Munduruku e Muirapinima", lembrou.
Agora, o fotógrafo paraense está na estrada novamente, com os Jogos Indígenas do Xingu, e com a continuidade em circuito nacional da exposição do Sairé, construindo pontes que fortalecem a cultura.
"(...) Como sempre tenho dito, as pontes que criamos, os abraços que trocamos e a cultura que levamos na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível, a acolhida sempre com muito carinho na descoberta de particularidades tão fortes de um Brasil continental e que é gigante e que merece ser redescoberto, com uma narrativa própria e em espaços de valorização da arte e da nossa cultura”, ressaltou o fotógrafo.
A exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu - rituais pela vida ancestral’, que iniciou sua itinerância em Curitiba no Paraná (Museu de Arte Indígena (MAI), na sequência Brasília-DF (Senado Federal), agora desembarca em São Paulo (Biblioteca Mário de Andrade (BMA), seguindo, posteriormente, para Pernambuco (Centro Cultural Cais do Sertão), Amazonas (Centro Cultural dos Povos da Amazônia), Belém do Pará (Galeria Fidanza - Museu de Arte Sacra), com finalização no município de Altamira.
A exposição tem o patrocínio da Prefeitura de Altamira, Governo do Estado do Pará, através do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa), mandato do Senador Jader Barbalho, com realização MAB Comunicação.
A exposição fica até o dia 05 de junho de 2026, na Biblioteca Mário de Andrade (BMA), para visitação pública. A biblioteca foi fundada em 1925 em São Paulo, sendo a segunda maior biblioteca pública do Brasil, com sua arquitetura Art Déco de 1942, um legado criativo e moderno, localizado no centro da cidade, combinando beleza histórica com um centro cultural vibrante e acervo circulante.
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