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Educação antirracista: Afroteca conquista primeiro Registro de Marca da história da Ufopa

Tecnologia educacional antirracista recebe certificação do Inpi e fortalece ações de combate ao racismo na Amazônia.

07/05/2026 às 19h05 Atualizada em 08/05/2026 às 15h10
Por: Redação
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Afrotecas trabalham educação antirracista - foto: Ufopa
Afrotecas trabalham educação antirracista - foto: Ufopa

A Afroteca, tecnologia educacional antirracista desenvolvida pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), recebeu o Certificado de Registro de Marca, o primeiro concedido à instituição, emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O processo de registro foi iniciado em maio de 2024, e o certificado definitivo foi expedido em março deste ano.

Com validade de 10 anos, o registro assegura à Ufopa a propriedade e o uso exclusivo da marca. O processo foi conduzido pela Agência de Inovação Tecnológica (AIT) da universidade, a pedido do professor doutor Luiz Fernando de França, idealizador da tecnologia e coordenador do projeto de implantação das afrotecas em municípios do Oeste do Pará.

A tecnologia educacional foi desenvolvida no âmbito do Projeto Kiriku, pelo Grupo de Pesquisa em Literatura, História e Cultura Africana, Afro-brasileira, Afro-Amazônica e Quilombola (Afroliq), vinculado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced) da Ufopa

.“O registro é um passo importante no processo de garantia da propriedade intelectual e de valorização do trabalho de educação antirracista que a equipe do Projeto Kiriku e do Afroliq vem realizando nos últimos anos”, afirmou Luiz Fernando de França.

Segundo o professor, o reconhecimento também representa um marco acadêmico e político para a universidade. Segundo ele, o Registro de Marca da Afroteca tem grande representatividade acadêmica e política.

"É o primeiro registro da Ufopa e, por si só, já marca a história da instituição. Além disso, por se tratar de uma tecnologia antirracista, o reconhecimento ganha ainda mais relevância e coloca a universidade como referência no desenvolvimento de produtos inovadores voltados ao enfrentamento de problemas estruturais da sociedade, como o racismo e a discriminação racial”, destacou.

Para a reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, a conquista simboliza um avanço histórico para a instituição e reforça o compromisso da universidade com a transformação social.

“A Afroteca materializa uma tecnologia educacional construída a partir do cuidado, da valorização da cultura afro-brasileira e do enfrentamento ao racismo desde a infância, unindo ensino, pesquisa e extensão em uma iniciativa inovadora, que agora também recebe reconhecimento nacional no campo da propriedade intelectual”, afirmou a reitora.

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