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Júri popular: Dupla acusada de execução em Óbidos é julgada em Santarém

Ministério Público aponta que o homicídio foi premeditado e teria sido motivado por disputas ligadas ao crime organizado.

19/05/2026 às 08h31 Atualizada em 20/05/2026 às 08h04
Por: Sílvia Vieira
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Fórum de Justiça de Santarém - foto: TJPA/Arquivo
Fórum de Justiça de Santarém - foto: TJPA/Arquivo

Acusados de participação no assassinato do mecânico Ruan Williames de Sousa Leão, conhecido como “Dois Reais”, os réus Rai Pinheiro Cordeiro e Randrey Mousinho de Santana enfrentam o Tribunal do Júri em Santarém, oeste do Pará, nesta terça-feira (19).

O julgamento foi transferido para Santarém por medida de segurança em razão da grande comoção que o crime gerou em Óbidos, onde o crime aconteceu no dia 15 de abril de 2024, dentro de uma oficina de motos no bairro Cidade Nova.

De acordo com as investigações, a vítima foi morta após ser perseguida pelos criminosos em uma motocicleta. Testemunhas relataram que o homem vinha sendo ameaçado por integrantes de organizações criminosas que atuam na região.

Familiares do mecânico informaram à polícia que a vítima também possuía antecedentes criminais e respondia a um processo por tráfico de drogas na Comarca de Óbidos.

Dois dias após o assassinato, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar localizou e prendeu os dois acusados em bairros distintos de Óbidos. Rai Pinheiro Cordeiro foi encontrado no bairro São Francisco, enquanto Randrey Mousinho de Santana foi preso no bairro Bela Vista.

A motocicleta utilizada na ação criminosa foi apreendida e, segundo a polícia, constava como roubada no município de Santarém.

Durante o julgamento, parte das testemunhas será ouvida por videoconferência diretamente do Fórum de Óbidos. A medida foi adotada porque essas testemunhas residem em comunidades rurais, o que tornaria difícil o deslocamento até Santarém.

Entre as pessoas que devem prestar depoimento estão um delegado e um investigador da Polícia Civil responsáveis pela condução do inquérito.

O Ministério Público do Estado do Pará sustenta a tese de homicídio qualificado, por entender que o crime foi uma execução planejada, com indícios de envolvimento com o crime organizado. Se condenados, os acusados poderão cumprir pena na penitenciária de Santarém.

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