
O fotógrafo, cineasta e documentarista paraense Alexandre Baena apresenta à capital pernambucana a exposição itinerante “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral”. Aberta no dia 16 de junho, no Centro Cultural Cais do Sertão, um dos principais espaços culturais do Recife, a mostra permanece em cartaz até o dia 24 de julho de 2026.
Após passar por importantes centros culturais do país, incluindo a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, durante a Virada Cultural de 2026, a exposição desembarca agora no Recife com um conjunto de fotografias que retratam a força, a espiritualidade e a riqueza cultural dos povos indígenas do Xingu.
As imagens foram produzidas durante os Jogos Indígenas do Xingu, realizados entre os dias 17 e 20 de julho de 2025, em Altamira, no sudoeste do Pará.
O evento reuniu mais de 900 atletas de 14 etnias indígenas, entre elas Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin, Kayapó, Parakanã, Araweté e Juruna, além de povos convidados de diferentes territórios da Amazônia.
As fotografias registram disputas esportivas tradicionais como arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo, corrida de 100 metros, além de provas de canoagem, futebol e natação. Mais do que competições, os jogos representam um momento de celebração da cultura, da identidade e dos saberes ancestrais dos povos indígenas.
Segundo Alexandre Baena, a exposição busca criar uma conexão entre cultura, esporte e turismo, valorizando a diversidade dos povos originários e fortalecendo a preservação de suas tradições.
“É um momento excepcional poder apresentar os Jogos Indígenas do Xingu aos pernambucanos. Trata-se de um projeto inédito que evidencia a riqueza cultural e humana presente na Amazônia”, destaca o artista.
Baena também ressalta os desafios técnicos enfrentados durante a produção das imagens, já que grande parte das atividades ocorreu durante a noite. O resultado, segundo ele, são registros que combinam movimento, luz e emoção, transformando momentos vividos na arena dos jogos em verdadeiras obras de arte documental.
Idealizado em parceria com o senador Jader Barbalho, o projeto reforça a importância dos Jogos Indígenas do Xingu como patrimônio cultural e instrumento de promoção do turismo e da economia criativa na região amazônica.
A itinerância nacional das exposições de Alexandre Baena soma 41 mostras realizadas em diferentes regiões do Brasil. O fotógrafo também é responsável por projetos que retratam importantes manifestações culturais paraenses, como o Círio de Nazaré, o Sairé de Santarém, a Marujada de Bragança e o Festribal de Juruti. Uma de suas exposições, “Juruti – Terra Munduruku e Muirapinima”, integrou a programação cultural da COP30, realizada em Belém, em 2025.
A exposição “Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral” tem patrocínio da Prefeitura de Altamira, Governo do Estado do Pará, Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e Ministério da Cultura, além do apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) e realização da MAB Comunicação.
Serviço
Horários de visitação
Mín. 22° Máx. 32°





