
Atuando em defesa da pesca artesanal, o deputado federal Henderson Pinto (MDB-PA), criticou pontos da nova lei do seguro-defeso sancionada com vetos pelo Governo Federal na terça-feira, 5.
O governo federal criou um teto de R$ 7,9 bilhões para 2026 para combater fraudes e proteger o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e endureceu as regras de acesso ao benefício pago durante o período de proibição da pesca.
A nova legislação passa a exigir biometria obrigatória, inscrição no CadÚnico e relatório anual comprovando a venda de pescado entre os períodos de defeso. O não cumprimento das exigências pode impedir o acesso ao benefício. Para casos de fraude, a punição foi ampliada: suspensão da pesca e do benefício por até cinco anos, dobrando em caso de reincidência.
Apesar das críticas, a nova lei também trouxe avanços para a categoria. Dois pontos foram considerados importantes pelos pescadores artesanais: o acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) nas mesmas condições da agricultura familiar e o pagamento, em até 60 dias, dos pedidos de seguro-defeso atrasados anteriores a 2026, desde que solicitados dentro do prazo e com documentação correta. Esse passivo não entra no teto de gastos.
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