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Ministra Raquel Barros fala sobre escala 6x1, expansão das Casas da Igualdade Racial e titulação de territórios

Portal Janela Amazônica e outros veículos de comunicação tiveram a oportunidade de perguntar diretamente à ministra.

07/05/2026 às 20h24 Atualizada em 09/05/2026 às 09h59
Por: Sílvia Vieira
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Ministra Rachel Barros durante entrevista transmitida pela Rádio EBC - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
Ministra Rachel Barros durante entrevista transmitida pela Rádio EBC - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

Durante entrevista no programa Bom Dia, Ministra, Raquel Barros, ministra da Igualdade Racial, respondeu ao Portal Janela Amazônica, de Santarém, Oeste do Pará, sobre desafios para titulação de territórios quilombolas e sobre o acesso da população negra ao ensino superior, que ainda enfrenta resistência.

A ministra também respondeu perguntas de veículos de comunicação de outros estados brasileiros. Rachel Barros disse que o governo federal pretende ampliar a rede de Casas da Igualdade Racial, falou sobre temas como o fim da escala de trabalho 6x1, valorização das culturas de matriz africana e combate ao racismo.

A entrevista foi transmitida ao vivo pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

Combate ao racismo

Questionada pelo Portal Janela Amazônica sobre o que o Ministério da Igualdade Racial pode fazer paea além das ações afirmativas para combater o racismo nas universidades, a ministra disse que a pasta sempre reforça como é difícil ainda enfrentar o racismo no Brasil, mas têm realizado ações exitosas.
 
"Uma das ações importantes é o intercâmbio com alunos e professores do ensino fundamental da educação pública para ampliar a divulgação da lei 10.639, que determina o ensino da cultura e da história afro no Brasil para o combate ao racismo, porque o potencial dessa iinformaçãoser replicada é enorme. A gente investe muito em educação e já tem práticas bem exitosas para a permanência das pessoas  o ensino superior, como as afrotecas", disse. 
Jornalista Sílvia Vieira participou de entrevista com a ministra Rachel Barros - foto: Reprodução
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Para Rachel Barros, a tecnologia das afrotecas na educação antirracista pode reverberar de forma muito positiva dentro das famílias. 
 
Segundo a ministra, já foram inauguradas 5 afrotecas e mais 6 pra inaugurar no Pará. Ela considera quero ttrabalho das afrotecas apoia as famílias.
 
"É um trabalho que é feito na base para desconstruir o racismo. Crianças que frequentam as afrotecas vão crescer com uma nova concepção de Brasil, de Nação,  conhecendo a sua história, sua ancestralidade, sendo mais informadas. E no longo prazo a gente vai ter uma mudança de mentalidade. Combater o racismo exige muita ação e muito apoio", enfatizou.
Afroteca em Santarém-PA - foto: Agência Santarém
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Titulação de territórios 
 
Sobre as denúncias de violação de direitos devido à morosidade dos processos de titulação de territórios quilombolas no Oeste do Pará, Rachel Barros disse que o Ministério tem sido demandado constantemente por esses conflitos.
 
"Esse com certeza deve ser um deles e a gente tem feito o acompanhamento e faz o diálogo com o Incra, porque a gente sabe que é um processo judicial que tem relação com os governos estaduais e municipais, mas a gente tem dialogado para garantir celeridade a essas titulações", explicou.
 
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Segundo a ministra, novas unidades das Casas da Igualdade Racial serão inauguradas ainda em 2026 em Salvador (BA), Itabira (MG) e Contagem (MG). Ela destacou que os espaços oferecem atendimento psicológico, jurídico e social à população negra.

“Esses equipamentos públicos promovem atendimento qualificado para a população negra com serviços de atendimento psicológico, jurídico, social e são uma prioridade do nosso Ministério. Além disso, são espaços de inclusão produtiva e cultural que devem ser ocupados por toda população em seu entorno. Nossa ideia é construir uma rede de promoção da igualdade racial em todo país”, afirmou.

Rachel Barros também anunciou a previsão de um chamamento público para integrar novos municípios e estados à política coordenada pelo Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).

Durante a entrevista, a ministra comentou o debate sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, tema que tramita no Congresso Nacional.

“Essa é uma prioridade do governo do presidente Lula e nós apoiamos o fim da escala 6x1, que é a redução da jornada de trabalho sem a redução salarial. O que estamos promovendo é que trabalhadores tenha direito a dois dias de descanso semanal, para que tenhamos uma jornada de trabalho muito mais dinâmica e igualitária”, disse.

Ela acrescentou: “Reduzir a escala de trabalho é garantir direito e dignidade para a população brasileira”.

Outro tema abordado foi o processo de repatriação de peças do Batuque que estão em Berlim, na Alemanha, e a proposta de criação do Museu Nacional do Batuque, no Rio Grande do Sul. Segundo a ministra, as ações têm importância simbólica e cultural para os povos de matriz africana.

“Tenho a satisfação de dizer que o Ministério da Igualdade Racial tem acompanhado esse processo desde o princípio, em diálogo com o Ministério das Relações Exteriores, para que ele seja de fato efetivado. Reconhecer a cultura das religiões de matriz africana ajuda na promoção da democracia”, declarou.

Ao final da entrevista, Rachel Barros afirmou que a prioridade da pasta nos próximos meses será consolidar políticas públicas já implementadas.

“Esse é o primeiro Ministério da Igualdade Racial do nosso país, muitas políticas inéditas foram criadas. Nossa intenção agora é garantir que esses resultados permaneçam no tempo, que todas nossas ações sejam entregues com qualidade nos territórios e fazer com que a população negra seja reconhecida como um espaço prioritário para a promoção da igualdade racial nesse país”, ressaltou.

Também participaram da entrevista representantes dos veículos de comunicação: Rádio Antena Esportiva, do Rio de Janeiro; Portal Diário Sul Maranhense, do Maranhão; Portal Oceano FM, do Rio Grande do Sul; Portal BHZ, de Belo Horizonte, Portal O Povo, de Fortaleza; e a Rádio Band FM, da Bahia.

Entre os temas discutidos estiveram justiça climática, combate ao racismo ambiental, políticas de ações afirmativas, juventude negra e oportunidades no mercado de trabalho.

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