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Prainha: usina a diesel é desativada e município passa a integrar o Sistema Interligado Nacional

O município do Baixo Amazonas deixa de depender de usina termelétrica e passa a contar com energia mais estável e sustentável, beneficiando cerca de 35 mil habitantes.

08/05/2026 às 11h43 Atualizada em 12/05/2026 às 20h24
Por: Redação
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As obras de modernização do sistema contaram com a construção de uma nova linha de distribuição e a implantação de uma subestação - foto: Equatorial Pará
As obras de modernização do sistema contaram com a construção de uma nova linha de distribuição e a implantação de uma subestação - foto: Equatorial Pará

A conclusão das obras que conectam a cidade de Prainha, no Oeste do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN) marca o desligamento definitivo dos motores a diesel da antiga usina termelétrica.

A obra executada pela Equatorial Pará demandou investimentos na ordem de R$ 71.639.901,56. O resultado é a substituição da geração antiga por uma infraestrutura de transmissão moderna e sustentável.

As obras de modernização do sistema contaram com a construção de uma nova linha de distribuição e a implantação de uma subestação com nível de tensão de 34,5 kV. A nova estrutura possui dois transformadores com capacidade instalada de 12,6 MVA, volume projetado para suportar o crescimento da demanda urbana e rural nos próximos anos.

Tecnologia e Operação

Segundo a gerência de Obras e Manutenção da Equatorial Pará, o diferencial técnico do projeto está na automação. “A subestação de Prainha é monitorada em tempo real pelo Centro de Operação Integrado (COI), essa tecnologia permite manobras remotas e agilidade no restabelecimento do serviço em casos de contingência”, declarou Lana Graziene.

O sistema de distribuição local também foi reformulado com a instalação de dois alimentadores urbanos e um rural, todos equipados com disjuntores de proteção de alta performance.

O objetivo é reduzir as perdas elétricas e garantir que os níveis de tensão permaneçam estáveis, garantindo um fornecimento de energia com ainda mais qualidade para a população. 

Impactos Socioeconômicos e Ambientais

Para a população local, estimada em 35.577 habitantes, a mudança reflete diretamente na qualidade de vida e na economia. A energia contínua é vista como fator essencial para a atração de novos comércios e o fortalecimento de serviços públicos. 

Desde 2012, a Equatorial Pará já desativou 23 usinas a diesel no estado e prevê encerrar a operação de mais 9 até o final de 2027, consolidando um modelo energético mais limpo e eficiente.

A substituição da geração a diesel evita a emissão de cerca de 606 toneladas de CO₂ por mês. Em um ano, isso equivale a 7.273 toneladas a menos de dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa.

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